
Investigadores da Delegacia de Itaipu (81ª DP), na região oceânica de Niterói, cidade da região metropolitana fluminense, vão confrontar os laudos da perícia com o depoimento de Jolmar Vagner Alves Milato, o namorado de Angelina Filgueiras Santos, a irmã de Angela Bismarchi, e único sobrevivente da briga que terminou com a morte de Angelina e do ex-marido, Márcio Luiz Dias da Fonseca, na noite da última sexta-feira (15).
Na versão de Jolmar, Angelina atirou contra o próprio peito ao ver que o namorado e o ex-marido brigavam. O laudo preliminar indica que a trajetória do projétil que atingiu a irmã de Angela perfurou o corpo de cima para baixo, o que vai de encontro ao depoimento.
Ainda segundo o namorado, após o suposto suicídio de Angelina, ele tomou a arma dela e atirou três vezes contra Márcio, que morreu na hora. Segundo o delegado Gabriel Ferrando, titular da 81ª DP, o namorado de Angelina está sendo investigado por homicídio.
— As investigações prosseguem para verificarmos se ele está dizendo a verdade.
Além de Jolmar, a filha adotiva de Angelina com ex-marido também estava na casa no momento do crime, mas se escondeu no banheiro e não viu o momento em que a mãe e o pai foram baleados.
O depoimento dela ajudou a polícia a concluir que o crime foi premeditado, já que Márcio parou o carro a alguns metros da casa para não ser notado e usou uma escada para entrar no quarto onde a ex-mulher dormia com o namorado.
Uma outra hipótese para o crime é que Angelina tenha sido atingida por um disparo acidental. Um laudo feito por peritos vai indicar se havia resíduos de pólvora nas mãos de Angelina, para saber se ela realmente atirou.
Alguns laudos, como o cadavérico e o feito no local do crime deverão ficar prontos em 30 dias. A polícia já sabe que o crime aconteceu por motivação passional, já que Márcio não aceitava a separação de Angelina, ocorrida definitivamente há quatro meses.
Ele fazia ameaças a ela e a Jolmar, o namorado. Angelina estava em depressão por causa das ameaças e, mesmo sendo policial federal, não andava mais armada devido ao seu estado psicológico.

